05/06/2026 — 16:24
  (Horário de Brasília)

Marcha Ni Una Menos reúne mais de 300 mulheres em Búzios contra a violência de gênero

Manifestação reuniu moradoras e turistas de diferentes países latino-americanos pelas ruas da cidade

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Mais de 300 mulheres participaram nesta quinta-feira (4) da marcha do movimento Ni Una Menos em Armação dos Búzios. O ato reuniu moradoras do município e turistas de diferentes nacionalidades, entre elas brasileiras, argentinas, uruguaias, chilenas e representantes de outros países da América Latina.

A manifestação teve como pauta o combate à violência de gênero e a cobrança por justiça para vítimas de feminicídio. Durante a caminhada, as participantes carregaram cartazes e mensagens sobre conscientização e prevenção da violência contra as mulheres.

Criado há 11 anos na Argentina, o movimento Ni Una Menos atua na mobilização contra a violência de gênero. Durante o ato, foram apresentados dados sobre feminicídios na América Latina. Segundo as informações divulgadas durante a marcha, quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, enquanto na Argentina uma mulher é morta a cada 31 horas.

A mobilização contou com a participação da mãe de Suhene Carvalhaes Muñoz. Suhene morreu após permanecer 241 dias internada em estado grave em decorrência das agressões sofridas do então namorado. O caso ganhou repercussão na Argentina e passou a ser utilizado por movimentos feministas na defesa do reconhecimento de casos de violência contra a mulher como feminicídio.

Durante a manifestação, também foram lembrados casos registrados em Búzios. Entre eles, o assassinato da cidadã argentina Leonor América Castro de Abalsamo, ocorrido em março de 2022. Leonor morava na cidade havia quase 30 anos e foi encontrada morta em um hostel localizado no Centro do município. O caso segue em investigação.

Ao final da marcha, as participantes destacaram a importância da continuidade das ações de combate à violência de gênero e da cooperação entre mulheres de diferentes países na defesa dos direitos femininos. O ato percorreu ruas da cidade e reuniu moradores, turistas e representantes de movimentos sociais.

Pier Luro
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