Início Iguaba Grande Macacos Sagui são atração no bairro Canelas City, em Iguaba Grande

Macacos Sagui são atração no bairro Canelas City, em Iguaba Grande

Moradores relatam a aparição dos animais com frequência no local

Simpáticos, alegres, pulando de galho em galho e descendo das árvores para interagir com os moradores, os macacos sagui de tufos brancos e pretos são a atração no bairro Canelas City, em Iguaba Grande. Moradores relatam a aparição de mais de 12 da espécie em uma única residência, enquanto outros confirmam a presença de uma família composta por macho, fêmea e dois filhotes.

“Quando viemos morar aqui os macacos já estavam. Eles vivem nas árvores de todo o quintal e meus filhos amam quando eles aparecem”, comenta a moradora Thatiana Magalhães. Já a residente Talita Correa diz que, entre 6h e 8h da manhã, mais de 12 macacos aparecem nas árvores da sua casa e no quintal, sendo seis adultos e mais seis filhotes da espécie.

A veterinária especialista em animais silvestres, Dra. Nadyne Andrade, afirma que os saguis escolhem viver aonde há mais oferta de abrigo e alimento, para poderem se reproduzir. No bairro Canelas City, além de ter muitas árvores frutíferas, os próprios moradores também fornecem alimentos para esses animais, fazendo com que eles fiquem cada vez mais próximos.

Sagui fêmea no pé de carambola da moradora Thatiana Magalhães

Segundo Vinícius Lavalle, secretário de Meio Ambiente de Iguaba Grande, a aparição desses bichos é devido a transformação de áreas contínuas de mata em trechos isolados. Esse efeito, chamado fragmentação, está obstruindo as rotas de dispersão usadas pelos primatas para migrar de um lugar para outro das florestas aos centros urbanos.

“Pode ser criado como pet, quando o bicho não tem condições de voltar para natureza como em casos de atropelamento, queda, choque elétrico de fiações, etc, ou então através de criadouros legalizados. É necessário que o tutor dê suporte para que o animal tenha qualidade de vida levando-o para consultas periódicas com um médico veterinário especializado em animais silvestres”, acrescenta Dra. Nadyne Andrade.

Apesar de ser uma espécie alegre, por vezes pode acarretar alguns prejuízos ao depredar ninhos de passarinhos locais, disseminar doenças e apresentar comportamento agressivo. “Em caso de algum animal adentrar em residências ou comércios, orientamos que seja realizado contato com a guarda ambiental para que possa fazer a remoção do bicho com segurança e a posterior soltura em área adequada de proteção ambiental do município”, declara o Secretário.

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