Uma idosa de 70 anos foi vítima de estupro na madrugada de segunda-feira (10) nas proximidades da UPA de Cabo Frio, no bairro Parque Burle. A mulher, que trabalha em uma padaria no Centro da cidade, havia saído de casa para procurar atendimento médico após se sentir mal e acabou sendo atacada quando retornava para casa a pé.
Segundo informações do registro de ocorrência, a vítima havia ido à unidade de saúde para verificar a pressão arterial, pois estava com dor de cabeça e suspeita de pressão alta. Após ser atendida e medicada, ela iniciou o trajeto de volta para casa, que fica nas proximidades da UPA.
Durante o caminho, nas imediações da Rua Mário Tintureiro, a idosa foi abordada por um homem ainda não identificado. Segundo o relato feito à polícia, o suspeito é negro, alto, forte, aparentando cerca de 45 anos e vestia camisa do Clube de Regatas do Flamengo, short preto, boné e tênis. O homem deu uma gravata no pescoço da vítima e a ameaçou de morte caso ela gritasse, dizendo que havia outras pessoas passando e que ela deveria fingir ser sua namorada.
A idosa tentou pedir ajuda, mas teve a boca pressionada pelo agressor, que chegou a apertar o rosto dela e a colocar algo na boca da mulher. Durante a agressão, ela teve um corte nos lábios. Em seguida, o homem a levou para trás de um carro e voltou a enforcá-la, questionando se ela continuaria gritando.
Logo depois, o criminoso arrastou a vítima até um terreno baldio próximo à Rua H-26, área com capim alto localizada perto da UPA. Durante o trajeto, a mulher perdeu as sapatilhas que usava.
No local, o agressor ordenou que a vítima tirasse a roupa. Ele retirou o short e o boné – momento em que ela percebeu que o homem era careca – mas permaneceu apenas de camisa enquanto cometia o estupro.
Durante o ataque, o agressor teria dito diversas frases ofensivas e humilhantes. Ele chegou a perguntar à vítima se ela havia gostado do que estava acontecendo. A idosa acredita que o homem ejaculou dentro da vagina.
Após o estupro, o criminoso mandou que ela se vestisse e ordenou que aguardasse enquanto ele colocava as roupas. Em seguida, voltou a apertar o pescoço da vítima, deixando-a atordoada. Antes de fugir, ele a ameaçou novamente, afirmando que ela deveria seguir por um lado enquanto ele iria pelo outro e que, caso ouvisse gritos ou pedidos de socorro, voltaria para matá-la.
A vítima saiu do local descalça e tentou pedir ajuda, mas ninguém parou. Mesmo ferida e sob forte chuva, caminhou sozinha até as proximidades do Shopping Park Lagos, onde conseguiu se orientar e retornar à UPA. Ela acredita ter chegado à unidade por volta das 3h da madrugada.
Na unidade de saúde, recebeu atendimento médico e foi medicada. A assistente social da unidade acionou a polícia, e uma guarnição da PM conduziu a vítima até a delegacia para registro da ocorrência.
Antes de seguir para a delegacia, policiais retornaram com a mulher ao local do crime, onde localizaram as sapatilhas perdidas durante a agressão. Também foram identificadas câmeras de segurança nas proximidades, cujas imagens já estão sendo analisadas para ajudar na identificação do suspeito.
Devido à gravidade das lesões, a idosa precisou ser encaminhada ao Hospital da Mulher de Cabo Frio, onde passou por uma cirurgia de reconstrução do canal vaginal após sofrer hemorragia.
A vítima apresentava fortes dores no pescoço, ferimentos na boca e sangramento vaginal. Após receber alta hospitalar, ela segue em casa, em recuperação física e emocional.
No depoimento, a mulher afirmou que não conhece o agressor, mas acredita que pode reconhecê-lo caso o veja novamente. Ela relatou à polícia que o homem aparentava estar bem vestido e tinha cheiro de pessoa limpa.
A idosa também informou que o agressor mexia constantemente próximo à cintura durante o ataque, o que a fez suspeitar que ele poderia estar armado, embora não tenha visto nenhuma arma. Ela acredita que o objeto possa ter caído no chão quando o homem retirou o short, mas não tem certeza.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que trabalha com imagens de câmeras de segurança e outras provas reunidas no registro da ocorrência para identificar e localizar o autor do crime. A vítima manifestou formalmente o desejo de representar criminalmente contra o agressor.





