O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria cruzado a fronteira do Brasil com a Argentina antes de seguir para os Estados Unidos em um jato particular, segundo informações publicadas pelo jornal argentino Infobae. O caso ganhou repercussão nesta terça-feira (27), após o parlamentar afirmar que recebeu uma ordem para entregar os passaportes e não deixar o país.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio relatou que foi abordado por agentes da Polícia Federal ao sair da casa do pai, em Brasília. Segundo ele, os policiais comunicaram uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Me ordenaram ali mesmo, na rua, que entregasse meus passaportes, e além disso tenho proibido sair do país”, afirmou o senador.
De acordo com o Infobae, Flávio teria entrado na Argentina utilizando a carteira de identidade nacional e seguiria de Puerto Iguazú para os Estados Unidos. A publicação cita um jato particular Gulfstream G400, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A. Os procedimentos aduaneiros e migratórios teriam sido solicitados para quatro passageiros e três tripulantes.
Até o momento, não há confirmação independente de que o senador tenha embarcado na aeronave ou concluído a viagem.
Investigações e suposta restrição judicial
Flávio afirmou que a decisão teria sido tomada no domingo à noite, após o segundo turno das eleições presidenciais, no qual Luiz Inácio Lula da Silva venceu com 51,79% dos votos, contra 48,21% do senador, conforme os números mencionados no relato.
O parlamentar questionou a suposta restrição e disse que entregaria os documentos. Também declarou que pretende organizar a oposição política.
Entre as investigações mencionadas estão apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a relação do senador com o advogado Willer Tomaz e possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.
Flávio nega irregularidades nos casos citados. As informações disponíveis não esclarecem oficialmente a motivação da suposta ordem de restrição nem apresentam detalhes suficientes para confirmar os termos da decisão atribuída ao STF.
A reportagem tentou contato com o senador e com as autoridades responsáveis para esclarecer a situação, mas não conseguiu localizar uma manifestação sobre a suposta viagem e a ordem judicial. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Jornalista pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e graduada em Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida.
Repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023. Também é repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora e criadora de conteúdo para Web 3.0.
Atuou como produtora e repórter na Lagos TV, coordenadora de programação na InterTV - afiliada Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback.
Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, categoria web.






