A Patrulha Maria da Penha (PMP), da Guarda Civil Municipal de Cabo Frio, completou três anos nesta segunda-feira (13) com números que evidenciam a intensidade da atuação no município. Ao longo desse período, foram registrados 1.130 chamados emergenciais, dos quais 838 estão diretamente relacionados à Lei Maria da Penha, refletindo o atendimento contínuo a mulheres em situação de violência doméstica.
O balanço também aponta que, em três anos, a patrulha recebeu 2.105 medidas protetivas do Judiciário, consolidando um acompanhamento sistemático das vítimas. Atualmente, 475 mulheres seguem ativas no Programa de Monitoramento de Medida Protetiva, demonstrando a continuidade do suporte oferecido pela equipe.
No enfrentamento direto às ocorrências, a PMP realizou 84 encaminhamentos de supostos autores à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e registrou 142 casos de descumprimento de medidas protetivas. Como resultado das ações de fiscalização e resposta rápida, foram efetuadas 57 prisões de agressores ao longo do período.
Entre os atendimentos, um relato de uma vítima atendida pela equipe reforça o impacto do trabalho desenvolvido:
“Gostaria de agradecer imensamente à patrulha. Trabalho extremamente profissional, humano e impecável. Graças a Deus e a vocês, consegui resolver da melhor forma possível. Nunca poderei retribuir o que fizeram por mim e meus filhos. Que Deus abençoe sempre vocês”, destacou.
Além das ocorrências, a atuação da patrulha vai além das emergências. Ao longo dos três anos, a equipe manteve presença constante com patrulhamento preventivo, visitas de acompanhamento, palestras em escolas e orientações à população, além de participar de capacitações contínuas.
Os acionamentos ocorrem por diferentes canais, com destaque para o telefone 153, disponível 24 horas, além de encaminhamentos feitos pela Deam, Centro de Atendimento à Mulher (Ceam), unidades de saúde, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e outras instituições — evidenciando a atuação integrada da rede de proteção no município.
O perfil das ocorrências também chama atenção: na maioria dos casos, o agressor está dentro do convívio da vítima, sendo companheiros, ex-companheiros ou pessoas com vínculos afetivos próximos.
A inspetora-adjunta Regiane Costa destacou a importância do acolhimento no atendimento:
“Cada mulher atendida traz uma história diferente. Nosso papel é ouvir, orientar e agir com responsabilidade, sempre com muito respeito e sensibilidade. Também contamos com o apoio de outros grupamentos da Guarda Civil Municipal, que são fundamentais para dar suporte às ocorrências e fortalecer esse trabalho no dia a dia”, afirmou.
Já o inspetor-geral Ângelo Amaral ressaltou o crescimento estrutural da patrulha, que hoje conta com 20 agentes, sendo 18 ostensivos e 2 administrativos, além de sede própria e maior integração com a rede de apoio.
“O serviço evoluiu, ganhou estrutura e hoje consegue oferecer um atendimento mais ágil e próximo da realidade das vítimas”, pontuou.
Para o secretário de Segurança e Ordem Pública, coronel Leandro Carvalho, os números refletem um trabalho construído diariamente:
“A atuação da Patrulha Maria da Penha é um instrumento essencial na proteção das mulheres em situação de violência, resultado de um trabalho integrado que demonstra o compromisso do município em enfrentar esse tipo de crime”, destacou.
Em casos de emergência, a população pode acionar a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153, canal gratuito e disponível 24 horas.










