Uma discussão nas dunas do Braga, em Cabo Frio, terminou em pancadaria e foi parar na delegacia nesta terça-feira (21). A confusão começou quando um profissional de sandboard abordou um grupo de bugueiros que ensinava a modalidade para crianças e adolescentes no local sem ter permissão nem treinamento adequado para a atividade. Durante a conversa, os ânimos se alteraram, gerando troca de agressões físicas entre os envolvidos. A polícia e os órgãos ambientais investigam o caso.
Segundo o profissional de educação física e praticante de sandboard, ele passava de bicicleta em frente ao hotel Mandai quando viu pessoas descendo a duna em pé com pranchas. Ao se aproximar para orientar sobre os riscos de acidentes graves com os menores de idade e reforçar que a prática exigia instrutores credenciados, ele alega ter sido hostilizado.
O instrutor afirma que um dos homens presentes, bugueiro, o empurrou e deu um soco em seu peito. Ao revidar o golpe para se defender, a briga se generalizou e uma bugueira que estava no grupo acabou atingida no rosto. O profissional nega que tenha agredido a mulher de forma intencional ou direcionada, sustentando que ela foi atingida no meio do confronto físico com o outro homem.
Após a confusão, o instrutor procurou a Polícia Militar na avenida, passou por atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com a roupa rasgada e com escoriações, e registrou o boletim de ocorrência na delegacia. Ele também buscou órgãos como o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para esclarecer os fatos e denunciar a presença e a oferta irregular de atividades por bugueiros em áreas de preservação ambiental.
Ambos os lados registraram o caso na polícia. A bugueira atingida afirmou estar fragilizada com o ocorrido e abalada emocionalmente. O caso segue sob apuração das autoridades locais para esclarecer as responsabilidades de cada envolvido.
A buggueira foi procurada pela reportagem, mas informou que prefere não se manifestar no momento. Em mensagem enviada à reportagem, ela disse estar “muito fragilizada com essa situação” e pediu para falar depois.
A reportagem permanece aberta para a manifestação da buggueira e de outros envolvidos no caso.





