O vice-presidente da Câmara de Araruama, Thiago Pinheiro (MDB), não foi alvo de operação de busca e apreensão no inquérito que apura a tentativa de homicídio do empresário Max dos Medicamentos, segundo o delegado responsável pela investigação.
De acordo com ele, o nome de Thiago não consta entre os alvos dos mandados cumpridos na operação. Ele informou ainda que as investigações seguem em andamento e que há outros investigados no caso.
A investigação aponta como suspeitos o vereador José Magno Martins, conhecido como Magno Dheco (MDB), que também é presidente da Câmara Municipal de Araruama, e o empresário Paulo Roberto Polati de Azevedo.
Segundo o registro, pelo menos dois homens armados se aproximaram no momento em que a vítima se dirigia ao veículo. O empresário entrou no carro, trancou as portas e o veículo foi atingido por disparos. O automóvel era blindado e ele não ficou ferido. Após o ocorrido, o empresário deixou o país.
Segundo a Polícia Civil, ambos são investigados por possível envolvimento na suposta encomenda do crime, em um contexto de disputa relacionada a licitações.
Ao todo, agentes da 118ª Delegacia de Polícia (Araruama) cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal de Araruama. Entre os locais vistoriados está a sede do Legislativo municipal.
Durante a operação, foram cumpridos mandados judiciais com o objetivo de reunir provas que possam esclarecer as circunstâncias e a eventual participação dos investigados. Foram apreendidas armas em nome do vereador Magno Dheco e o celular dele, assim como o telefone do empresário Polati.
Até o momento, não há registro de prisões relacionadas à ação. A Polícia Civil não divulgou detalhes adicionais sobre o andamento do inquérito, que segue sob investigação.





