Mais de 16 anos após o assassinato de Rosalina Cardoso Ribeiro da Silva, ocorrido em Saquarema, o caso ainda não teve desfecho judicial. A investigação aponta como suspeito o advogado português
Domingos Duarte Lima, que não foi levado a julgamento. Um fato recente marcou o andamento do processo. A cantora Maria Alcina Pinto, apontada como testemunha e amiga de Rosalina, morreu no dia 28 de janeiro, aos 86 anos, em um hospital no Centro do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo jornal Extra.
Maria participou dos primeiros registros do caso. Segundo a publicação, foi ela quem procurou a polícia para comunicar o desaparecimento após não conseguir contato com Rosalina. As duas mantinham comunicação frequente e haviam combinado um encontro antes da viagem da vítima para Portugal.
De acordo com relatos, a cantora decidiu procurar a polícia após um sonho envolvendo Rosalina. Diante da ausência de contato, ela registrou o desaparecimento em delegacia, o que deu início às buscas.
Rosalina, de 74 anos, foi encontrada morta na manhã de 8 de dezembro de 2009, em uma área de mata em Saquarema. O corpo estava em um local utilizado para abandono de veículos, próximo à estrada entre os distritos de Ponta Negra e Sampaio Corrêa. A vítima morreu após ser atingida por disparos.
A investigação indicou Domingos como suspeito. Segundo apuração, ele teria se encontrado com Rosalina horas antes do crime. O advogado nega envolvimento.
Rosalina era viúva de um empresário de Portugal. Após a morte do marido, em 2000, passou a ter direito a parte da herança, o que resultou em disputas judiciais envolvendo patrimônio estimado em cerca de R$ 80 milhões.
Em 2016, o processo foi encaminhado para Portugal. Até o momento, não houve decisão. A família busca responsabilização pelo caso.





