A candidata a deputada estadual Ana Paula Mendes vai encaminhar às autoridades competentes informações e documentos detalhados sobre a circulação de supostos dispositivos que seriam utilizados para identificar em quem o eleitor votou durante as eleições. A declaração foi feita pela jornalista nesta quarta-feira (23), após o recebimento de uma série de relatos vindo de diferentes municípios fluminenses.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, a candidata relatou ter recebido denúncias sobre grupos organizados que estariam se articulando ativamente pelo interior do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com os relatos apresentados, esses grupos estariam distribuindo diversos tipos de objetos e materiais, como canetas especiais, óculos equipados com microcâmeras, colares com código QR Code e cartões com chip acoplado. Esse material continha um direcionamento ao portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e era apresentado à população como um mecanismo capaz de registrar ou confirmar a escolha feita dentro da cabine de votação.
A candidata deu destaque especial ao caso envolvendo os cartões com chip, fabricados de forma muito semelhante aos cartões bancários tradicionais. Existem informações não oficiais apontando que algumas gráficas estariam imprimindo milhares desses itens para distribuição em massa. No entanto, a Justiça Eleitoral enfatiza categoricamente que a urna eletrônica opera de maneira totalmente isolada de qualquer rede ou sistema de comunicação. Dessa forma, nenhum dispositivo externo possui a capacidade técnica de acessar o equipamento, o que torna impossível qualquer tipo de identificação do voto por leitores, chips ou câmeras externas.
Ana Paula Mendes classificou as informações divulgadas sobre os aparelhos como inteiramente falsas e destacou que a propagação desse tipo de narrativa busca unicamente gerar pânico, incutir medo e exercer pressão indevida sobre o eleitorado. O TSE estabelece com clareza que o voto é secreto e proíbe terminantemente que o eleitor entre na cabine com equipamentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar o voto.
A candidata ressaltou que está acompanhando os desdobramentos da situação na condição de jornalista, monitorando mensagens repassadas em grupos de redes sociais, recolhendo materiais, ouvindo testemunhas e verificando a procedência das informações. O conjunto de provas e documentos reunidos vai ser protocolado junto aos órgãos de fiscalização e autoridades policiais para que os fatos sejam devidamente apurados. Ela orientou os eleitores a ignorarem boatos e reforçou que o eleitorado não deve se deixar intimidar no momento do sufrágio.





