08/01/2026 — 15:14
  (Horário de Brasília)

Alerj exonera 206 servidores e atinge 47 indicações ligadas ao ex-deputado Paulo Melo

Medida assinada pelo presidente em exercício, deputado Guilherme Delaroli, faz parte de revisão administrativa após mudança no comando da Casa

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) exonerou, nesta terça (6), um total de 206 funcionários como parte de uma ampla revisão administrativa. A decisão foi formalizada por ato do presidente em exercício da Casa, deputado Guilherme Delaroli (PL), e marcou uma mudança significativa na estrutura interna do Legislativo fluminense.

Entre os servidores dispensados, 47 ocupavam cargos comissionados indicados por grupos políticos ligados ao ex-deputado estadual Paulo Melo (MDB), ex-presidente da Alerj; outros 17, ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB). A presidência da Casa justificou a exoneração em massa com base em suspeitas de irregularidades no cumprimento da carga horária, levantando a possibilidade da existência de “cargos fantasmas”.

A medida ocorre em um contexto de reconfiguração política interna, após o afastamento de Rodrigo Bacellar (União) da presidência da Alerj. Com a posse interina de Delaroli, teve início um processo de reestruturação administrativa, que busca afastar aliados de gestões anteriores e de figuras políticas que foram condenadas ou ainda são alvo de investigações.

O QUE DIZEM OS CITADOS

Em nota, Paulo Melo afirmou que a demissão dessas pessoas é um direito legítimo de quem está no poder. Ele disse que Marcelo Neves e Pedro Lukas atuavam atualmente junto à deputada Franciane Mota (PODE), esposa de Paulo Melo, e destacou que os dois prestaram serviços relevantes.

Sobre os indicados por ele e agora exonerados, o ex-deputado disse que eram colaboradores que deram continuidade ao trabalho desenvolvido.

O ex-governador Sérgio Cabral disse que deixou a presidência da Alerj em janeiro de 2003, para assumir o mandato de senador da República. “Desde então, não tenho qualquer ingerência sobre as decisões administrativas da Alerj”.

Andréa Reys
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