A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) exonerou, nesta terça (6), um total de 206 funcionários como parte de uma ampla revisão administrativa. A decisão foi formalizada por ato do presidente em exercício da Casa, deputado Guilherme Delaroli (PL), e marcou uma mudança significativa na estrutura interna do Legislativo fluminense.
Entre os servidores dispensados, 47 ocupavam cargos comissionados indicados por grupos políticos ligados ao ex-deputado estadual Paulo Melo (MDB), ex-presidente da Alerj; outros 17, ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB). A presidência da Casa justificou a exoneração em massa com base em suspeitas de irregularidades no cumprimento da carga horária, levantando a possibilidade da existência de “cargos fantasmas”.
A medida ocorre em um contexto de reconfiguração política interna, após o afastamento de Rodrigo Bacellar (União) da presidência da Alerj. Com a posse interina de Delaroli, teve início um processo de reestruturação administrativa, que busca afastar aliados de gestões anteriores e de figuras políticas que foram condenadas ou ainda são alvo de investigações.
O QUE DIZEM OS CITADOS
Em nota, Paulo Melo afirmou que a demissão dessas pessoas é um direito legítimo de quem está no poder. Ele disse que Marcelo Neves e Pedro Lukas atuavam atualmente junto à deputada Franciane Mota (PODE), esposa de Paulo Melo, e destacou que os dois prestaram serviços relevantes.
Sobre os indicados por ele e agora exonerados, o ex-deputado disse que eram colaboradores que deram continuidade ao trabalho desenvolvido.
O ex-governador Sérgio Cabral disse que deixou a presidência da Alerj em janeiro de 2003, para assumir o mandato de senador da República. “Desde então, não tenho qualquer ingerência sobre as decisões administrativas da Alerj”.





