05/10/2026 — 20:17
  (Horário de Brasília)

Aeroporto de Cabo Frio prevê 466 pousos e decolagens no verão

Programação estima quase 56 mil passageiros entre dezembro e março, com voos nacionais e internacionais para a Região dos Lagos

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O Aeroporto Internacional de Cabo Frio se prepara para uma temporada de verão com previsão de aumento na movimentação aérea. A programação atualizada das companhias prevê 233 rotações entre 3 de dezembro de 2026 e 29 de março de 2027, o equivalente a 466 movimentos de pousos e decolagens. Considerando uma média estimada de 120 passageiros por voo, a programação aérea do Aeroporto de Cabo Frio tem potencial para movimentar aproximadamente 55.920 embarques e desembarques durante o período.

A estimativa considera tanto os passageiros que chegam quanto os que deixam a Região dos Lagos pelo terminal. Dentro desse cálculo, cerca de 28 mil pessoas poderão desembarcar no Aeroporto de Cabo Frio ao longo da temporada, ampliando o fluxo turístico não apenas no município, mas também em cidades como Arraial do Cabo, Búzios e São Pedro da Aldeia.

A programação reúne operações da Aerolíneas Argentinas, LATAM, Azul e Andes Líneas Aéreas. Os voos previstos conectam Cabo Frio a destinos nacionais e internacionais e podem ampliar a chegada de visitantes durante os meses de maior movimento turístico.

Voos internacionais representam mais da metade da programação

Das 233 rotações previstas para a temporada, 126 são internacionais. Considerando a média estimada de 120 passageiros por voo, essas operações têm potencial para representar aproximadamente 15.120 desembarques de passageiros internacionais na região.

Já as operações nacionais podem trazer cerca de 12.840 passageiros durante o período analisado. A programação, portanto, reúne voos dos dois mercados e amplia as possibilidades de acesso à Região dos Lagos durante o verão.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Dusi, a presença simultânea das operações nacionais e internacionais reforça o papel do aeroporto como uma infraestrutura de atendimento regional.

“Ter voos ligando diretamente a nossa região a São Paulo, Minas Gerais e à Argentina reduz distâncias e amplia muito o nosso mercado consumidor. O aeroporto não atende apenas Cabo Frio. Ele é uma infraestrutura regional, que beneficia destinos como Arraial do Cabo, Búzios, São Pedro da Aldeia e toda a Região dos Lagos”, afirmou.

Segundo Dusi, a conectividade aérea também pode contribuir para a atração de turistas, negócios e investimentos para a região.

Estimativa aponta potencial de R$ 91,5 milhões

Além da movimentação de passageiros, a programação aérea também tem potencial de impacto na economia regional. Dados da Embratur citados no levantamento apontam que turistas internacionais deixaram R$ 41,7 bilhões na economia brasileira em 2025, quando o país recebeu aproximadamente 9,29 milhões de visitantes estrangeiros.

A relação entre esses indicadores resulta em um gasto médio estimado de aproximadamente R$ 4,49 mil por visitante internacional.

No mercado doméstico, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) — Turismo, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério do Turismo, apontam gasto médio de R$ 1.843 em viagens nacionais com pernoite.

A partir desses valores médios, o levantamento estima que o movimento relacionado aos passageiros internacionais que desembarcarem na região poderá representar aproximadamente R$ 68 milhões em gastos turísticos.

Já os passageiros nacionais podem representar cerca de R$ 23,7 milhões. Somadas as duas estimativas, a programação aérea tem potencial para movimentar aproximadamente R$ 91,5 milhões na economia regional.

O cálculo considera apenas os gastos estimados dos passageiros que chegam à região e, portanto, não representa uma previsão de receita garantida. O valor depende do comportamento dos visitantes, do número efetivo de passageiros e dos gastos realizados durante a permanência no destino.

Janeiro terá os maiores picos de movimento

A programação indica que o período de maior concentração de voos ocorrerá entre janeiro e a primeira quinzena de fevereiro. Um dos principais momentos previstos será o primeiro fim de semana de 2027.

Somente nos dias 2 e 3 de janeiro estão previstas nove rotações, correspondentes a 18 pousos e decolagens. O período deve exigir planejamento dos setores diretamente relacionados à chegada dos visitantes.

O aumento da movimentação aérea envolve diferentes áreas da economia e da infraestrutura turística, como mobilidade, transporte, receptivo, hotelaria, gastronomia, comércio e serviços.

Para Marcelo Dusi, a conectividade aérea pode gerar reflexos em diferentes segmentos da economia regional.

“Quando ampliamos a conectividade aérea, o impacto se espalha por toda a economia. Estamos falando de pessoas que chegam, se hospedam, frequentam restaurantes, compram no comércio e consomem serviços e experiências em Cabo Frio e nas demais cidades da Região dos Lagos”, declarou.

A programação prevista para a temporada de verão ainda poderá sofrer alterações conforme as operações das companhias aéreas. Os números apresentados são projeções baseadas na malha atualmente programada e na média estimada de passageiros por voo.

Pier Luro
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