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Policial Militar que atirou contra casal em Rio das Ostras será indiciado por homicídio qualificado tentado

Militar lotado no 25º BPM efetuou disparos durante uma confusão de trânsito ; O homem foi alvejado por três tiros e precisou passar por cirurgia

Duas pessoas foram baleadas, no início da madrugada de domingo (10), por um policial militar no bairro Cidade Praiana, em Rio das Ostras. De acordo com a Polícia Civil, testemunhas afirmaram que o policial estava embriagado e bateu no carro de uma das vítimas. O PM, identificado como Carlos Hidelbrando Machado, o Mancha, lotado no 25º BPM, havia saído de uma festa momentos antes do crime.

De acordo com o delegado titular da 128ª Delegacia de Polícia de Rio das Ostras (128ª DP), Dr. Ronaldo Cavalcante, Mancha bateu no carro da mulher, identificada como July Victória Ferreira de Lima, que estava saindo de uma garagem na Avenida Beira Valão, dando início a um bate-boca. O amigo dela, Mailton Freitas Joya, que estava dentro de casa, saiu para ver o que estava acontecendo e acabou discutindo com o militar.

Ainda conforme Cavalcante, Mancha sacou a arma e disparou contra os dois, que estavam de costas sem ter como se defender. Mailton foi atingido por três tiros, um na altura do abdômen, um nas costas e um no braço. Já July foi atingida na perna. Eles foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Âncora.

O homem precisou ser transferido para o Hospital Municipal, onde passou por uma cirurgia e segue internado em estado estável. A mulher foi atendida e liberada. O PM fugiu após o crime e ainda não se apresentou espontaneamente à sede policial. Segundo o delegado, testemunhas que estavam na festa junto com Carlos Hidelbrando já estão sendo ouvidas. Uma outra mulher que estava no carro com July também deve prestar depoimento.

O PM será indiciado por homicídio qualificado tentado, por se tratar de um motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima e vai responder perante tribunal do júri. “O fato dele ser um militar não muda em nada porque não foi um crime militar, foi um crime comum. Ele vai responder como um qualquer do povo”, afirmou o delegado Ronaldo Cavalcante.

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