Determinação judicial encerra ocupação de artistas no Charitas, em Cabo Frio

Reintegração de posse aconteceu na noite desta quarta-feira (17)


Um grupo de artistas que ocupava a Casa de Cultura Charitas, no centro de Cabo Frio, há cerca de dez dias, teve que deixar o espaço após uma determinação da Justiça na noite desta quarta-feira (17). A desocupação do local contou com o apoio da Polícia Militar.

O espaço estava tomado pelos artistas da Sociedade de Artistas Livres de Cabo Frio (SAL) como forma de pressionar o prefeito Adriano Moreno a demitir o recém empossado secretário de Cultura, Milton Alencar Jr. O governo não cedeu à pressão dos manifestantes e entrou com a ação na justiça, solicitando a reintegração de posse. Conforme a PM, os artistas não resistiram e saíram de forma pacífica do local.

Ravi Arrabal, um dos integrantes do SAL, afirma que ele e mais três membros - Filipe Campos, Taz Mureb e Yuri Vasconcellos, estão sendo perseguidos pela Prefeitura. "Somos réus de um processo, nos colocando como cabeças de um movimento sem liderança, com a participação de dezenas de pessoas e a adesão em assinaturas de mais de 900. Os artistas estão sendo criminalizados", afirma Ravi.

Nesta quinta-feira (18), a SAL realiza uma assembleia, a partir das 19h, na Rua Sergipe, 173, para debater os últimos acontecimentos da cultura cabo-friense. "Vamos falar e avaliar sobre os últimos acontecimentos, sobre as questões judiciais, sobre a ação popular que iremos abrir e os rumos do movimento. Não vamos parar", finalizou Ravi, completando que todos os artistas interessados podem participar da reunião.

O procurador jurídico de Cabo Frio, José Guilherme Kury, informou que a ação judicial foi para determinar a desocupação do Charitas e a reintegração de posse do local, que retoma as atividades regulares.

"A ação foi ajuizada contra todos os ocupantes, tendo sido indicados nomes de alguns deles por necessidade de sujeição processual, já que não existe entidade juridicamente constituída responsável pelos atos, como um sindicato, por exemplo", explica Kury.

Ainda segundo o procurador, a Casa de Cultura está fechada para o público para a realização de uma limpeza geral, "mas a administração trabalha internamente".

 

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