Comunidade revolta-se contra donos da creche em que menina foi abusada



Comunidade do Jardim Peró está revoltada com o caso de abuso sexual de uma criança de apenas três anos. Os moradores do bairro protestaram na tarde de ontem (23) e gritavam palavras de órdem pedindo justiça. 


O levante começou depois que um pastor tentou convencer a comunidade que os pais da menina abusada estavam mentindo. Os moradores rechaçaram a tentativa do pastor e quase o agrediram,  precisando até mesmo da polícia para escapar ileso. A mãe do acusado, Andreia Rodrigues Marques, também saiu da creche com escolta policial, sob ameaça da população. Ao ser questionada sobre o fato ela limitou-se a dizer que não falaria nada com a imprensa. 


Mesmo com o escândalo, seis crianças estavam na creche que funciona sem licenciamento e em absoluta falta de condições de abrigar as crianças. Representantes do Conselho Tutelar, do Conselho da Criança e do Adolescente e o secretário da Criança e do Adolescente - Dr. Luiz Cotias - estiveram acompanhando tudo de perto. Os funcionários da creche tentaram esconder as crianças que estavam no local, mas diante da presença de autoridades e do Conselho, acabaram confessando que estavam trabalhando normalmente, mesmo diante das denúncias. A equipe de atendimento do Conselho Tutelar acredita que outras crianças também foram abusadas na mesma creche pelo acusado Natan Rodrigues, 19 anos. Novas denúncias foram feitas. A família do Natan e o pastor alegam que por ser evangélico, ele não cometeria o abuso. A vizinhança não se deu por convencida. O pai da menina Jeferson Lima, de 27 anos, estava ainda mais revoltado:


- Minha filha foi estuprada com comprovação do laudo hospitalar e vem esse pastor aqui dizer para meus vizinhos que sou mentiroso. Que estava querendo fazer chantagem para tirar dinheiro. Isso é um absurdo. Disse à comunidade que vai me processar. De vítimas querem nos transformar em culpados. Estou revoltado. Não tenho vida desde sábado (dia da denuncia).Quero justiça pelos meios legais - disse ele.


O caso será encaminhado ao Ministério Público. 


Cabo Frio está entre as cem cidades do Brasil onde mais se abusa e violenta criança, segundo dados do Conselho Tutelar do município.







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