Opinião

Colunista RC24h – Marco Antônio Ramos: Qual o perfil político que o Rio de Janeiro quer e precisa?

As eleições do próximo ano deverão ser mais seletivas que as de 2014, na crença de que o eleitorado comparecerá às urnas com um sentimento de que poucos políticos estão a merecer o seu voto

Em: 11/07/2017 às 15:15:07
Marco Antônio Ramos

Qual é o perfil político mais adequado ao momento que o estado do Rio de Janeiro está atravessando? Invariavelmente, a resposta a esta pergunta abarca uma bateria de princípios e valores de feição muito previsível.

 

Os eleitores apontariam certamente, entre outros, conceitos como ética, respeito, responsabilidade, compromisso, decência, zelo, integridade. Tanto nas regiões mais distantes e ainda sob influência de caciques políticos quanto nos centros de maior consciência política, a valoração ancorada na moralidade assume a liderança das preferências.

 

As demandas nesta direção são diretamente proporcionais ao intenso noticiário midiático dando conta promoção descabida da ladroagem, causando insegurança e esvaziamento econômico, que nos últimos anos, assaltou o Estado.

 

Por isso, as eleições do próximo ano deverão ser mais seletivas que as de 2014, na crença de que o eleitorado comparecerá às urnas com um sentimento de que poucos políticos estão a merecer o seu voto. A constatação mais comum que se flagra na interlocução cotidiana é a de que “todos os políticos são farinha do mesmo saco”. Ante a expansão da descrença social, é oportuno resgatar os traços que ornam o perfil político do gosto do eleitor. Eu acredito na inteligência, na competência, na capacidade de trabalho, na contemporaneidade das idéias, capazes de influenciar decisivamente a agenda para ressuscitar o Estado do Rio de Janeiro, na otimização de suas vocações regionais.

 

A primeira exigência que a população faz é que ele mantenha sintonia fina com as demandas sociais. Não precisa ser ele necessariamente um despachante ou um assistente social distribuindo benefícios. Infelizmente em algumas regiões a figura do despachante é ainda bem popular. Esta sintonia fina se ampara no contato rotineiro com as bases. Por isso, a proximidade com o povo é um conselho a ser respeitado.

 

A desconfiança que se espraia em relação a tudo que se liga à política leva o eleitor a querer ouvir candidatos, sentir seu pulso, examinar de perto se a palavra dada será cumprida. Afinal, político é, hoje, sinônimo de mutreta.

 

O cidadão quer enxergar o valor da autoridade. Regra geral, o carioca e fluminense médios sente-se atraído pela figura do pai, que expressa autoridade, respeito, domínio do ambiente doméstico, o homem providencial capaz de suprir as necessidades da família. Não se deve confundir autoridade com autoritarismo, conceito este que abriga outros componentes, como a arbitrariedade, o castigo imerecido, a brutalidade. 

 

Equilíbrio é outro valor que se exige, pela necessidade de se distinguir um sujeito harmônico, sereno, capaz de traduzir sentimento de justiça. Estes valores se integram e acabam conferindo ao político confiabilidade e respeitabilidade, valores que foram esgarçados ou mesmo eliminados pelo tufão de escândalos que assola a vida política. Resgatar a crença na política não é tarefa fácil. E só alguns conseguirão ser bem-sucedidos nessa missão.

 


 

*Marco Antonio Ramos foi presidente da Câmara de Iguaba Grande, o vereador mais votado em 2004, empresário, hoje mesmo fora do mandato, atua nos bastidores da política para trazer recursos para a Região do Lagos, lugar que escolheu pra viver com sua família.CONTATO: e-mail  ex-vereadormarcoantonio@hotmail.com


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