Cabo Frio

POLÊMICA NO CORPUS CHRISTI - Guerra de tintas enfurece católicos de Cabo Frio

De acordo com os fiéis, a “guerra de tintas” foge completamente do propósito religioso da festa, e muitos tapetes são danificados durante a “brincadeira”. Além disso, muitas pessoas, monumentos e construções acabam sendo alvo das tintas, gerando insatisfação e prejuízos

Em: 14/06/2017 às 17:02:56
Da redação

A tradicional confecção de tapetes de Corpus Christi em Cabo Frio vem gerando um debate acalorado nas redes sociais. Tudo isso em função de um grupo de jovens ter marcado uma “guerra de tintas” durante o evento, algo que também se tornou uma “tradição” no decorrer dos anos, mesmo que de forma não explícita.

 

De acordo com os fiéis, a “guerra de tintas” foge completamente do propósito religioso da festa, e muitos tapetes são danificados durante a “brincadeira”. Além disso, muitas pessoas, monumentos e construções acabam sendo alvo das tintas, gerando insatisfação e prejuízos.

 

O padre Matheus Pigozzo, pároco da Igreja Nossa Senhora da Assunção, também defende esse ponto de vista, e ressalta o verdadeiro significado da festa de Corpus Christi.

 

“Uma das principais características da festa de Corpus Christi é justamente o seu caráter familiar, de reunir pessoas para confraternizarem e celebrarem o santíssimo Sacramento. Muitos fiéis se sentem profundamente incomodados com essa tal guerra de tintas, pois eles vão à Praça Porto Rocha com o único intuito de expressarem sua fé através dos tapetes, que tem um valor muito maior do que o estético. Já ouvi muitos católicos dizendo que só não participam da confecção dos tapetes justamente por causa da bagunça que alguns jovens fazem. É preciso ter bom senso, e estamos nos mobilizando para conscientizar esses jovens de que essa brincadeira não se enquadra no propósito da data” – esclareceu Matheus Pigozzo.

 

Saulo Mira, Coordenador de Eventos, reforça o pedido para que os jovens respeitem a festa e o patrimônio público.

 

“Em anos anteriores, foram recorrentes as reclamações de que muitas casas, escolas e até mesmo a Paróquia de Nossa Senhora de Assunção ficaram sujas de tintas. Estamos fazendo várias intervenções na Praça Porto Rocha, desde pinturas, limpeza e manutenção de bancos e trechos danificados. Só quem faz a manutenção sabe o quanto é trabalhoso e cansativo ter que reverter danos que poderiam ser evitados se as pessoas tivesses consciência e fizessem bom uso do espaço público. Estaremos atentos aos abusos, pois prezamos pelo respeito e queremos que a Praça Porto Rocha seja um ambiente acolhedor e familiar para todos que forem prestigiar a festa, desde a confecção dos tapetes às celebrações que acontecerão durante a noite” – declarou Saulo Mira.

 

 

PARTICIANTES DA GUERRA DE TINTAS AFIRMAM QUE RESPEITAM FIÉIS E A TRADIÇÃO DE CORPUS CHRISTI

 

Após a repercussão negativa, o grupo criado no Facebook para mobilizar participantes da “guerra de tintas” fez questão de ressaltar que todos deveriam “ficar longe dos tapetes e respeitar quem não está brincando”.

 

“A gente respeita o ponto de vista de quem nos critica. Só não me conformo das pessoas dizerem que somos vândalos, isso não tem nada a ver. Todo ano tem guerra de tintas, e a gente sempre respeitou que está de fora” – disse um dos jovens que confirmou presença no evento.

 


 Tópicos: Cabo Frio,  Corpus Christi,  Igreja Nossa Senhora da Assunção,  Guerra de Tintas, 


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Renata Cristiane

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