Opinião

Colunista RC24h - Marcia Jeovani: Diagnóstico e tratamento

'Se podes enxergar, vê. Se poder ver, repara' (José Saramago)

Em: 11/05/2017 às 10:37:09
Marcia Jeovani

A saúde pública tem sido uma das minhas constantes e abrangentes preocupações no mandato parlamentar que me foi outorgado pelo cidadão fluminense.

 
Não considero a cadeira legislativa que ocupo apenas o resultado de um sufrágio popular ou um cargo político. Considero, acima de tudo, o veículo e o instrumento pelos quais cumpro uma missão. E a cumpro porque abri os olhos para ver e reparar.


O fato de ser uma deputada estadual não é, para mim, uma condição com um fim em si mesma, mas uma ferramenta útil para lutar por benefícios e soluções para o povo a quem represento. É a ponte que liga as necessidades do cidadão ao poder que torna possível atendê-las.


E porque isto se dá, de modo bastante concreto e contundente, também na área da saúde pública, pois sou autora de um projeto de lei que autoriza o Estado do Rio de Janeiro, juntamente com os municípios, a firmarem parceria público privado com empresas do ramo da Saúde a fim de implantarem um Centro de Atendimento e Tratamento Oncológico (a que chamaremos de CATO) na Baixada Litorânea, com o intuito de atender a demanda reprimida de pacientes que precisam desse tipo de tratamento na região.
 

Uma das razões que me motivaram a idealizar e apresentar esse projeto de lei foi receber a incômoda informação que, de acordo com pesquisa do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ), em março de 2017, os 6 (seis) hospitais federais no Rio aumentaram entre 10% e 25% o atendimento a pacientes oncológicos, englobando consultas e sessões de quimioterapia de 2015 para 2016. Na capital, o caso mais complexo é do Hospital de Bonsucesso, onde 40% dos pacientes já chegam em estágio avançado da doença.
 

Além disso, a pesquisa constatou que 46% dos pacientes chegaram ao atendimento hospitalar com resultados de exames que confirmavam os diagnósticos realizados mais de 6 (seis) meses antes da internação. Já 59% dos pacientes apresentavam estágio avançado da doença.
 

Considerando com pesar essas dificuldades para o início do tratamento oncológico, o projeto de lei reforça a necessidade de ampliação do número de unidades de saúde especializadas disponíveis na Baixada Litorânea para atendimento ao paciente com câncer e abre caminho para que, através da parceria público privado, sejam efetivadas as condições para tal dinamização dos atendimentos.


É preciso agir e buscar caminhos que possibilitem o acesso de todos ao sistema de saúde pública, sem burocracias e com a garantia de que após o diagnóstico o paciente terá iniciado o tratamento. Não só a Lei da Transparência nos Leitos, de minha autoria, tem alertado os órgãos competentes para a importância de se repensar as políticas públicas de saúde, como também as intervenções que tenho feito na Comissão de Saúde e na Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Câncer da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

*Marcia Jeovani é deputada estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ex-primeira-dama de Araruama e empresária. Muito atuante na Alerj, faz parte das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, de Saúde, de Obras Públicas, da Pessoa com Deficiência, Assuntos da Criança, Adolescente e Idoso, Cultura e Agricultura, Pecuária e Políticas Rural, Agrária e Pesqueira. 

 

 

 

 


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Renata Cristiane

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