SÃO PEDRO DA ALDEIA: Recém-nascido é abandonado em sacola plástica no quintal de uma casa em Botafogo

Caso ocorreu nesta terça (10). O bebê, um menino, ainda estava sujo de sangue e com pedaços da placenta. Dona da casa - que fez aniversário também nesta terça - localizou a criança após ouvir o choro

Em: 11/01/2017 às 12:13:27

A noite desta terça-feira (10) jamais sairá da mente de Fabiana Marciniano Davi, de 37 anos. Porque ela não imaginava que na noite de seu aniversário receberia um "presente" como o que chegou: passava das 20h quando ela, dentro de sua casa, no bairro Botafogo, em São Pedro da Aldeia, ouviu um choro insistente de bebê. Ela localizou a criança, um menino recém-nascido, no quintal de sua casa, dentro de uma sacola plástica amarrada e todo sujo de sangue. Ainda havia pedaços da placenta, o que indicava que o menino havia nascido há pouco tempo.


Fabiana chamou a Polícia Militar e enquanto aguardava, limpou o bebê - que tremia -, colocou fralda e o envolveu num cobertor. A PM chegou rápido e a criança foi levada para o Hospital das Missões., onde recebeu todos os cuidados.

 

As informações são de que o menino - Gael, como foi "batizado" pelas enfermeiras - é saudável e passa bem, mas segue em observação e passa por exames.

 

De acordo com a pediatra Melissa Thompson, que cuida de Gael, ele nasceu com 47 centímetros e  2,9 kg. O bebê nasceu com 36 semanas e seis dias, o que, segundo a médica, é considerado prematuro mas sem riscos. Ele ficará na maternidade por 3 dias, quando receberá alta e então será encaminhado pelo Conselho Tutelar para um abrigo.

 

O hospital onde está o menino aceita doações como roupinhase leite especial para recém-nascido.

 


O Conselho Tutelaracompanha o caso, assim como os agentes da 125ª DP, que tentam localizar a mãe do menino. Ele deve ser indiciada por abandono de incapaz. 


Fabiana, que é mãe de três filhos e tem uma neta, contou que ainda está em estado de choque com o ocorrido. "Não estou acreditando até agora, isso é uma loucura, quem poderia abandonar um filho assim?", disse. 


Ela contou também que não faz ideia de quem possa ter praticado o ato. "Para mim é complicado dizer, moro ali há dois meses somente, trabalho o dia inteiro e não conheço direito a minha vizinhança", completou, dizendo que quer acompanhar o caso de perto.



Repórter Renata Cristiane
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